A violência contra a mulher continua sendo uma das maiores feridas sociais do Brasil.
Todos os dias, os noticiários mostram casos de agressões físicas, violência psicológica, perseguições, ameaças e feminicídios que chocam o país e revelam uma realidade que ainda está longe de ser superada.
Por trás de cada estatística existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma mulher que, muitas vezes, tentou pedir ajuda antes da tragédia acontecer.
O problema não atinge apenas grandes cidades.
Pequenos municípios também vêm registrando números preocupantes, demonstrando que a violência doméstica ultrapassa classes sociais, regiões e níveis de escolaridade.
Especialistas alertam que a violência geralmente começa de forma silenciosa.
Controle emocional.
Humilhações.
Ameaças.
Isolamento.
Dependência financeira.
Medo.
Muitas vítimas permanecem anos dentro de relações abusivas sem conseguir romper o ciclo da violência.
Nos últimos anos, o Brasil avançou com importantes instrumentos legais de proteção às mulheres, especialmente com a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio.
Mas os desafios continuam enormes.
Ainda existem dificuldades no acesso à proteção estatal, falhas no cumprimento de medidas protetivas e deficiência estrutural em várias regiões do país.
Além da repressão criminal, especialistas defendem que o enfrentamento da violência contra a mulher exige educação, conscientização e transformação cultural.
A sociedade precisa compreender que violência não se resume apenas à agressão física.
Violência também é:
humilhar,
ameaçar,
controlar,
intimidar,
silenciar
e destruir emocionalmente.
Dentro desse cenário, a Associação Brasileira de Advogados (ABA) vem fortalecendo ações institucionais voltadas à defesa da mulher, à conscientização social e ao acolhimento jurídico e humano das vítimas.
Um dos destaques desse trabalho é a atuação da Comissão da Mulher da ABA, presidida pela advogada Daiene Preissler, que, ao lado das líderes Carolina Mynssen, Natacha Ermel e Julia Kerr, vem desenvolvendo um trabalho pioneiro dentro da entidade.
A comissão tem promovido debates, encontros, campanhas de conscientização e ações voltadas à valorização da mulher, ao enfrentamento da violência doméstica e à defesa da dignidade feminina.
Mais do que discutir questões jurídicas, o grupo tem buscado construir um ambiente de acolhimento, escuta e fortalecimento das mulheres dentro e fora da advocacia.
A atuação dessas advogadas vem chamando atenção pelo compromisso humano, pela sensibilidade institucional e pela coragem de enfrentar um tema tão delicado e urgente para a sociedade brasileira.
A ABA entende que a defesa da mulher não é apenas uma pauta jurídica.
É uma pauta de humanidade.
Segundo a entidade, combater a violência exige atuação firme das instituições, conscientização social e fortalecimento das redes de apoio às vítimas.
Proteger a mulher é proteger a família.
É proteger a sociedade.
É proteger a dignidade humana.
O silêncio nunca pode ser mais forte do que a coragem de denunciar.
A ABA acredita que uma advocacia forte, humana e comprometida com a dignidade das pessoas também é instrumento de transformação social.