“Se tem estados que podem contribuir para este país dar certo, acredito que são estes sete estados aqui (Estados do Sul e Sudeste). São estados onde, diferente da grande maioria, há uma proporção muito maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial”. Esse foi o comentário feito pelo governador de Minas Gerais Romeu Zema, que governa um estado que derrotou o seu candidato Jair Bolsonaro nas últimas eleições de 2022.
É importante lembrar que generalizações sobre a população de determinadas regiões do Brasil (no caso, nordeste, norte e centro-oeste) podem ser simplistas e certamente não reflete a opinião e visão da totalidade da população mineira. Esse comentário certamente não ajuda um político a se eleger para qualquer futuro cargo para governar nosso país, mesmo sendo de um governado de um estado da federação, que certamente não concorda com sua opinião nem compartilha desse mesmo sentimento visto por muitos como xenofóbico, de ódio, receio, hostilidade e rejeição em relação aos demais estados brasileiros.
Em qualquer contexto político, é essencial lembrar, repita-se, que as opiniões e atitudes de um governante não devem ser automaticamente atribuídas à totalidade da população de Minas Gerais. O diálogo e o respeito às diferenças são fundamentais para promover uma sociedade mais inclusiva e democrática.
Dias depois, o político disse que “foi mal interpretado”.