O governo federal ignora recomendação da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária de vacinação completa ou a exigência de passaporte da vacina de pessoas que chegam ao Brasil do exterior e exigirá quarentena de apenas cinco dias para quem chega do exterior.
O ministro da saúde Marcelo Queiroga fundamentou tais providências afirmando que “não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas para a partir daí impor restrições”. No anúncio, Queiroga ainda repetiu a frase do presidente Bolsonaro sobre o assunto dizendo que “às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”.
Vários especialistas criticaram a frase do ministro Queiroga: “é lamentável sob o ponto de vista de um gestor. O papel do ministro da saúde não é agradar as pessoas, é proteger a saúde da população. Acho que o Queiroga não tem noção da magnitude do papel que ele ocupa”,, disse Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
“É uma medida que tem arcabouço científico e também ajuda socioeconomicamente esses países, uma vez que cria uma atmosfera de maior segurança para essas populações e ao mesmo tempo em que promover uma maior tranquilidade para o sistema público de saúde, evitando casos graves e evitando sobrecarga do sistema”, afirma a infectologista Luana Araújo.
“Existem formas mais eficazes de fazer esse tipo de controle. Uma delas é na hora em que as pessoas de determinadas regiões de risco, como a África do Sul, chegam ao Brasil, você pode exigir um PCR e deixar essas pessoas em isolamento, um isolamento controlado, com uma vigilância para ver se a pessoa está realmente isolamento, e repetir esse PCR”, afirmou Miriam Dal Ben, infectologista do hospital Sírio Libanês, em São Paulo,