Muitos brasileiros acham o Poder Judiciário muito lento na prestação jurisdicional. Consideram que tem uma estrutura que não consegue atender às demandas da justiça observando o princípio da duração razoável do processo.
Muitos culpam os advogados, outros afirmam que existem um número considerável de recursos, e há quem pense ainda que a culpa é a falta de estrutura da justiça brasileira.
A culpa não pode ser atribuída aos advogados, porquanto estes cumprem prazos relativamente curtos para colocar em juízo as os pedidos e os recursos dos cidadãos que representam perante os tribunais.
O número de recursos também não é óbice para que o processo judicial tramite de forma célere. Ora, tem que haver recursos contra decisões judiciais pois, caso contrário, o julgamento dos pedidos dos cidadãos ficarão nas mãos de magistrados, nem sempre vocacionados para o cargo e que, muitos deles, estão sendo considerados como aposentados na ativa, uma vez que estão delegando quase 100% de suas atividades aos seus auxiliares.
Por fim, no que se refere à falta de estrutura do Poder Judiciário também não parece ser um argumento crível para justificar a morosidade da justiça. Via de regra, o Poder Judiciário, principalmente nas capitais, estão bem estruturados, com fóruns sediados em prédios novos, funcionários com o número adequados, principalmente com o advento do processo judicial eletrônico, quando a demanda de serviços cartorários diminuiu consideravelmente.
O principal motivo, segundo a opinião de muitos cidadãos e advogados, é a falta de vocação de magistrados, membros do Ministério Público e de auxiliares da justiça para o exercício dos seus cargos, que estão ganhando bem (em relação aos empregados não públicos), com excesso de regalias e considerados como cidadãos de primeira classe, o que, com todo respeito, é inadmissível num pais como o Brasil.
Pense nisso!