A pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil” traz dados alarmantes sobre a violência enfrentada pelas brasileiras no país. É preocupante constatar que a violência contra as mulheres tem sido crescente, com um aumento acentuado em todas as formas de agressão em relação às edições anteriores da pesquisa.
Os números são alarmantes: cerca de 18,6 milhões de mulheres brasileiras foram vitimizadas em 2022, representando um verdadeiro estádio de futebol com capacidade para 50 mil pessoas lotado todos os dias. Essas mulheres relataram ter sofrido, em média, quatro agressões ao longo do ano, sendo que entre as divorciadas, a média foi de nove vezes.
A pesquisa também revelou que uma em cada três brasileiras com mais de 16 anos sofreu violência física e sexual por parte de parceiro íntimo ao longo da vida, totalizando mais de 21,5 milhões de mulheres vítimas desse tipo de violência. É chocante perceber que o lugar menos seguro para muitas delas é a própria casa, onde a maior parte das agressões ocorre.
Outro dado preocupante é o aumento do assédio sexual, que atingiu 46,7% das brasileiras em 2022. Essa prevalência de assédio representa quase 30 milhões de mulheres que relataram ter sofrido algum tipo de assédio, seja em espaços públicos, no trabalho ou em festas.
É fundamental que a sociedade e as instituições estejam atentas a esses números alarmantes e tomem medidas efetivas para combater a violência contra as mulheres. A luta contra a violência de gênero é responsabilidade de todos, e é essencial que haja políticas públicas, educação e conscientização para mudar essa realidade tão preocupante.
Precisamos garantir um ambiente seguro e livre de violência para todas as mulheres, promovendo a igualdade de gênero e o respeito aos direitos humanos. A pesquisa é um alerta para a urgência de ações concretas e efetivas para proteger as brasileiras e garantir que vivam em uma sociedade justa e igualitária.
Com as informações da Agência Brasil.