Com as inscrições do Encceja 2023 (prova do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, para obtenção de certificados do ensino fundamental e médio) chegando a mais de um milhão de participantes, os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) revelam uma forte presença feminina. Entre os inscritos, 55,53% são mulheres. Este exame nacional é uma oportunidade para a conclusão do ensino fundamental e médio.
Detalhes dos Números
Do total de inscrições, 193.573 buscam a conclusão do ensino fundamental (17,53%), enquanto 910.574 estão atrás do certificado do ensino médio (82,47%). As mulheres lideram com 613.097 inscrições, enquanto os homens representam 491.049 inscritos.
Pessoas com 60 anos ou mais somam 8.824 inscritos, sendo 6.540 buscando certificação no ensino médio e 2.284 no ensino fundamental. Vale observar que a taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais era de 16,0% no final do segundo semestre de 2022, segundo o IBGE.
Desafios de Analfabetismo
No Brasil, em 2022, 5,6% das pessoas com 15 anos ou mais eram analfabetas, totalizando 9,6 milhões de pessoas. Entre as pessoas brancas nessa faixa etária, 3,4% eram analfabetas, enquanto entre pretos ou pardos, o percentual subia para 7,4%. A taxa de analfabetismo era de 5,4% para mulheres e 5,9% para homens acima de 15 anos.
Redefinindo o Futuro com a Educação
Rodrigo Bouyer, avaliador do INEP e sócio da BrandÜ e da Somos Young, destaca que o Encceja representa uma oportunidade de retomar a educação para aqueles que tiveram sua trajetória interrompida cedo. Retomar os estudos permite aos estudantes avançarem em direção a uma vida com mais oportunidades e dignidade.
Domínio Feminino no Ensino Superior
As mulheres também lideram em outras áreas educacionais. No Enem 2022, elas representaram 61,16% dos inscritos, enquanto no SISU 2023, ocuparam 62,1% das vagas. Nos ingressantes do ensino superior, mulheres foram 58,7% dos novos alunos matriculados, e essa vantagem cresce quando se trata de concluintes de cursos universitários.
Os números do IBGE mostram uma crescente tendência das mulheres na obtenção de diplomas universitários, destacando o empoderamento feminino no campo da educação. Em 2019, 19,4% das mulheres com 25 anos ou mais possuíam diploma universitário, em comparação com 15,4% dos homens.
Esse domínio feminino em várias áreas educacionais reforça a independência, autonomia e empoderamento das mulheres na sociedade.