Mais uma terrível cena de feminicídio abala o Distrito Federal, reacendendo a preocupante realidade que assombra a região. Nesta triste ocorrência, uma mulher foi brutalmente assassinada pelo ex-marido enquanto deixava seu filho de apenas 10 anos na escola, em São Sebastião.
O agressor, que já havia sido preso em múltiplas ocasiões, encontrou liberdade em sucessivas audiências de custódia, em um ciclo preocupante de impunidade que precisa ser interrompido. Sua última liberação foi a quarta em que foi solto após tal audiência, e dessa vez, infelizmente, resultou no trágico desfecho que tirou a vida de mais uma mulher.
As autoridades no Distrito Federal estão diante de uma grave questão: o elevado número de criminosos sendo soltos na audiência de custódia. Embora alguns juízes cumpram as determinações legais, há casos em que a discricionariedade se sobrepõe, culminando em decisões que colocam em risco a segurança das mulheres.
O crescimento alarmante do feminicídio reflete a ineficácia de nosso sistema judicial em proteger as vítimas e punir rigorosamente os agressores. Mulheres continuam sendo vítimas da violência, não apenas física, mas também do descaso e da falta de responsabilidade por parte de alguns órgãos do sistema de justiça.
Até quando teremos que assistir a essas tragédias? É imprescindível que medidas efetivas sejam tomadas para mudar essa realidade. A impunidade deve dar lugar à justiça, e a proteção das vítimas precisa ser prioridade absoluta.
É hora de a sociedade unir forças para combater essa grave questão social. É preciso promover políticas públicas efetivas, investir em programas de conscientização, capacitação dos profissionais da justiça e garantir que os responsáveis por crimes tão abomináveis sejam devidamente julgados e punidos.
“Não podemos mais permitir que essas cenas de horror se repitam. Exigimos um sistema judicial que proteja as vítimas, não os agressores. A vida das mulheres importa e deve ser preservada”, enfatiza Diego Piassabussú presidente da Comissão de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Advogados (ABA).
É hora de uma ação conjunta para colocar um fim nesse ciclo de violência e garantir um futuro mais seguro para todas as mulheres do Distrito Federal. A vida delas não pode mais ser colocada em risco.