O que é a Agricultura Regenerativa?
As mudanças climáticas têm exigido cada vez mais dos produtores rurais do nosso país. Recentemente, tem se discutido com mais entusiasmo o que tem sido chamado como Agricultura Regenerativa, que está transformando as práticas de sustentabilidade agrícola e construindo um novo Agro.
A mídia tem divulgado muito a Agricultura Regenerativa. Mas o que é isso? A agricultura mundial tem engloba uma grande variedade de terminologias que descrevem práticas e princípios que podem confundir uma boa parte da população que não está acostumada a ouvir termos novos como esse. Por exemplo, como a agricultura regenerativa difere da convencional? E como o regenerativo é diferente do orgânico e da agroflorestal?
Agricultura Regenerativa
Primeiro, devemos saber o que vem a ser a Agricultura Regenerativa.
A Agricultura Regenerativa surgiu pela primeira vez no início da década de oitenta, através de um americano chamado Robert Rodale, criador do Rodale Institute. Ele tinha por finalidade recuperar o conhecimento indígena sobre a natureza e liga-lo ao conhecimento científico atuais, visando desenvolver culturas agrícolas sem prejudicar o meio ambiente.
A Agricultura Regenerativa é baseada em processos naturais, através, por exemplo, do capim Mombaça, brachiaria, crotalaria e árvores específicas para produção de bioinsumos locais, reduzindo, com isso, o consumo de água. Difere da agricultura convencional que exaure o solo, agride os ecossistemas e depende cada vez mais de defensivos químicos, deixando o agricultor em uma situação socioeconômica vulnerável.
5 princípios da Agricultura Regenerativa:
1. Solo: Contribuir para a construção de solos férteis e saudáveis, utilizando técnicas como cobertura de solo, diversificação, menos compactação e redução de fertilizantes químicos.
2. Água: Aumentar infiltração de água no solo, retenção de água nas plantas, criar um microclima local, diminuir uso de irrigação e escoar água limpa para segurança rural.
3. Biodiversidade: Aumentar a preservação da biodiversidade no sistema através da utilização de espécies-chave para controle de pragas e doenças naturalmente e com precisão.
4. Carbono: Aumentar capacidade de sequestro e estoque de carbono no solo através de espécies-serviço que possuem uma taxa fotossintética alta e crescimento rápido. Utilizando também as podas como matéria orgânica para cobertura de solo, assim estocando mais carbono.
5. Socioeconômico: Produzir alimentos consorciados que possam garantir segurança alimentar para as famílias dos agricultores, aumentar a renda vitalícia, empoderar as mulheres no campo e criar condições favoráveis para apoiarmos as próximas gerações na permanência no meio rural.
Em suma, a agricultura regenerativa atua com o objetivo de melhorar ativamente o solo, os ciclos da água, a biodiversidade, a saúde do ecossistema, os ciclos do carbono e a resiliência socioeconômica. Ela se utiliza de raízes profundas consorciadas para resiliência climática e controle de erosão do solo.
Com as informações do site umsoplaneta.globo.com/