Webinar da ABA revelLive da ABA emociona, conscientiza e reforça o papel da advocacia na defesa das crianças e adolescentes no Brasila o novo protagonismo da advocacia extrajudicial e inspira profissionais em todo o Brasil
Em um cenário onde a realidade muitas vezes insiste em nos desafiar, a Associação Brasileira de Advogados (ABA) mostrou, mais uma vez, que a advocacia pode — e deve — ser um instrumento de transformação social.
A live “Proteção em Rede: Escola, Família e Sociedade”, promovida pela Comissão de Direito de Família e Sucessões da ABA no Município do Rio de Janeiro, não foi apenas mais um evento transmitido pelo YouTube. Foi um encontro necessário. Urgente. Humano.
Logo na abertura, o presidente da ABA, Esdras Dantas, trouxe uma fala que transcendeu o jurídico e alcançou o essencial: a proteção da infância como responsabilidade coletiva.
Com sensibilidade e firmeza, destacou uma verdade que precisa ecoar em todo o país — nenhuma criança está verdadeiramente protegida quando a sociedade falha em atuar em rede.
Ao lado da presidente da comissão, Caroline Valente, cuja atuação tem se destacado pela dedicação e compromisso com temas sensíveis e estruturantes da sociedade, a live reuniu profissionais que não apenas conhecem o Direito… mas vivem o propósito de proteger vidas.
QUANDO A REALIDADE EXIGE MAIS DO QUE O SILÊNCIO
O ponto mais marcante do encontro foi a coragem de encarar a realidade.
Ao relembrar o caso recente de uma criança de apenas 12 anos vivendo uma situação de violência com um adulto, a fala de abertura trouxe à tona uma ferida social que não pode mais ser ignorada.
Mas, mais do que indignação, o episódio trouxe uma lição poderosa.
Foi a escola que percebeu.
Foi a escola que não se omitiu.
Foi a escola que acionou a rede de proteção.
E, a partir disso, vidas começaram a ser resgatadas.
Essa narrativa não apenas emocionou — ela revelou o verdadeiro significado de uma rede de proteção funcionando: quando família, escola, Estado e sociedade deixam de atuar isoladamente e passam a agir juntos.
UMA COMISSÃO QUE TRANSFORMA DEBATE EM CONSCIÊNCIA
A condução da live pela comissão presidida por Caroline Valente reforça o nível de seriedade e compromisso com que a ABA trata temas fundamentais.
A participação de nomes como Elaine Molinaro, Daniele Sereno, além das palestrantes convidadas Camila Bezzoco e Paloma Fernandes, trouxe pluralidade, experiência prática e profundidade ao debate.
Mais do que exposições técnicas, o que se viu foi um verdadeiro compromisso com a construção de consciência coletiva.
Porque proteger crianças não é um ato isolado.
É uma escolha contínua da sociedade.
A ABA COMO PALCO — E COMO PROPÓSITO
Mas há algo ainda mais relevante por trás desse evento.
A ABA não realiza lives apenas para cumprir agenda.
A ABA cria oportunidades.
Todos os dias, no seu canal no YouTube, a entidade abre espaço para que advogados e advogadas de todo o Brasil possam mostrar seu conhecimento, compartilhar experiências e, principalmente, dar visibilidade ao seu propósito profissional.
Em um cenário onde muitos profissionais enfrentam a invisibilidade, essa iniciativa é revolucionária.
Porque não basta saber.
É preciso ser visto.
É preciso ser reconhecido.
E a ABA tem cumprido, com consistência e coragem, a sua missão: promover o crescimento e o reconhecimento profissional dos seus associados, ao mesmo tempo em que contribui para a dignificação da advocacia brasileira.
DIREITO QUE PROTEGE. ADVOCACIA QUE TRANSFORMA.
A live deixou uma mensagem clara — e necessária:
O Direito de Família não é apenas norma.
É proteção.
É dignidade.
É futuro.
E quando a advocacia se posiciona com consciência, sensibilidade e responsabilidade, ela deixa de ser apenas uma profissão…
e passa a ser uma força ativa na construção de uma sociedade mais justa.
Ao final, ficou uma certeza que precisa ecoar além das telas:
Proteger nossas crianças é proteger o futuro do Brasil.
E quando família, escola e sociedade caminham juntas…
nenhuma criança fica sozinha.
A ABA segue firme.
Dando voz.
Dando espaço.
Dando propósito.
E, acima de tudo… fazendo a advocacia cumprir o seu papel mais nobre: servir à vida.
Por Dante Navarro, colunista do OD