Participação de Izabella Naccaratti, Alice Alpiri, Mirian Lins e Adriana Rodriguez simboliza uma advocacia que compartilha conhecimento, constrói relações profissionais e encontra na ABA espaço para crescer e ser reconhecida
Há fotografias que registram pessoas. Outras conseguem registrar propósitos.
A imagem das advogadas Izabella Naccaratti, Alice Alpiri, Mirian Lins e Adriana Rodriguez, durante a 24ª Convenção Anual da Associação Brasileira de Advogados (ABA), realizada nos dias 19, 20 e 21 de agosto, no Rio de Janeiro, pertence a essa segunda categoria.
Mais do que a presença de quatro profissionais em um grande encontro da advocacia, a fotografia representa uma ideia que vem orientando a atuação da ABA: bons profissionais precisam de conhecimento, mas também precisam de relacionamentos, oportunidades e espaços para que sua competência seja conhecida e reconhecida.
As quatro advogadas estão ligadas à atuação e aos debates da Advocacia Extrajudicial, área que encontra na ABA um ambiente de estudo, intercâmbio de experiências e desenvolvimento profissional. Alice Alpiri preside a Comissão de Advocacia Extrajudicial da entidade.
A presença delas na Convenção traduz, portanto, aquilo que uma entidade de advocacia deve estimular: profissionais que não permanecem isolados, mas se encontram, conversam, compartilham experiências e ajudam uns aos outros a crescer.
UMA CONVENÇÃO QUE CONTINUA DEPOIS DO ÚLTIMO PAINEL
Uma convenção jurídica não pode ser medida apenas pelo número de palestras realizadas ou pelas horas de programação.
Seu verdadeiro resultado também aparece nos corredores, nos intervalos, nas apresentações entre colegas e nas conversas que aproximam profissionais de diferentes cidades, experiências e especialidades.
Foi esse ambiente que a 24ª Convenção Anual da ABA procurou proporcionar.
Durante três dias, o Rio de Janeiro tornou-se ponto de encontro de advogadas e advogados interessados não apenas em atualização profissional, mas também em construir relações capazes de continuar muito depois do encerramento do evento.
Uma conversa iniciada durante um intervalo pode transformar-se em uma parceria profissional. Um conhecimento compartilhado pode ajudar um colega diante de um novo desafio. Um contato pode resultar em indicação, projeto conjunto ou oportunidade que talvez jamais surgisse se aqueles profissionais não tivessem se encontrado.
É nesse ponto que eventos dessa natureza se conectam diretamente à missão da ABA de promover o crescimento e o reconhecimento profissional de seus associados.
A entidade acredita que conhecimento gera autoridade, relacionamento aproxima talentos e visibilidade permite que profissionais competentes sejam reconhecidos pelo trabalho que realizam.
MULHERES QUE PARTICIPAM, LIDERAM E ABREM CAMINHOS
A participação de Izabella Naccaratti, Alice Alpiri, Mirian Lins e Adriana Rodriguez também merece ser destacada pelo que representa dentro da advocacia contemporânea.
São mulheres que escolheram estar presentes, participar, aprender, compartilhar experiências e construir relações profissionais.
Esse movimento possui enorme significado.
A advocacia precisa de profissionais tecnicamente preparados, mas também de pessoas dispostas a exercer liderança, formar novas redes de cooperação e compreender que o crescimento profissional não precisa acontecer de maneira solitária.
Na ABA, essa cultura vem sendo estimulada por meio das comissões temáticas, reuniões, congressos, programas de capacitação e encontros nacionais e internacionais.
A Comissão de Advocacia Extrajudicial integra esse movimento ao aproximar profissionais interessados em uma área que amplia as possibilidades de atuação jurídica para além da tradicional judicialização dos conflitos.
E quando mulheres qualificadas assumem responsabilidades, participam dos debates e compartilham aquilo que aprenderam ao longo de suas trajetórias, outras profissionais também conseguem enxergar novos caminhos.
Representatividade também se constrói pela presença. Liderança se fortalece pelo exemplo. E autoridade profissional cresce quando conhecimento e experiência são colocados em circulação.
FAZER PESSOAS CRESCEREM É CONSTRUIR O FUTURO DA ADVOCACIA
A 24ª Convenção terminou em agosto. As relações construídas durante aqueles três dias, entretanto, não precisam terminar.
Esse talvez seja um dos maiores legados de um encontro profissional.
Quando uma entidade consegue aproximar pessoas que possuem valores, conhecimento e objetivos profissionais semelhantes, cria-se uma rede capaz de produzir resultados que ultrapassam o próprio evento.
É a advocacia ajudando a advocacia.
É o profissional experiente compartilhando conhecimento com quem está começando. É uma colega indicando outra profissional competente. É uma parceria nascendo entre pessoas que, até então, não se conheciam. É alguém que estava profissionalmente invisível encontrando oportunidade para apresentar seu trabalho e demonstrar sua capacidade.
Por isso, a presença de Izabella Naccaratti, Alice Alpiri, Mirian Lins e Adriana Rodriguez na Convenção merece ser registrada.
Elas representam muitas outras advogadas que compreenderam que participar de uma entidade não significa apenas possuir um vínculo associativo. Significa estar presente, contribuir, relacionar-se, compartilhar conhecimento e crescer junto com outros profissionais.
É essa ABA que a entidade procura construir: uma comunidade na qual pessoas qualificadas encontrem outras pessoas qualificadas e, juntas, criem oportunidades que talvez não existissem individualmente.
Porque uma grande instituição não cresce apenas quando aumenta seus números.
Ela cresce verdadeiramente quando as pessoas que fazem parte dela também crescem.
E é por isso que uma frase resume o propósito que esteve presente na 24ª Convenção e continua orientando o trabalho da Associação Brasileira de Advogados:
“Nosso maior sucesso é fazer muita gente crescer.”