A Associação Brasileira de Advogados, através da sua Comissão Nacional da Mulher, presidida pela advogada Celiane Araújo, em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal, está apoiando o projeto idealizado pela Seção de Atendimento à Mulher das delegacias circunscricionais do DF, que tem por objetivo previnir, reprimir e investigar os crimes contra a mulher que envolvam violência doméstica, física, psicológica, patrimonial, sexual e moral.
A cada hora, duas ocorrências de violência contra a mulher foram registradas no Distrito Federal ao longo de 2021. Injúria, ameaça e lesão corporal foram as principais ocorrências das 17.961 registradas no ano passado nas diversas delegacias de polícia do Distrito Federal.
Esse projeto é coordenado pela delegada de polícia Érika Patrícia Marini Costa, da 9ª DP do DF.
“A Seção de Atendimento à Mulher é muito importante para fazer esse trabalho não só de forma técnica, mas de forma humanizada. Valorizando a mulher e resgatando a autoestima dela”, explicou a delegada Érika Patrícia Marini Costa.
A Associação Brasileira de Advogados (ABA), por meio da sua Comissão Nacional da Mulher, é uma das entidades que tem ajudado na realização desse projeto, disponibilizando membros da Comissão, advogados, advogadas e psicólogos, na prestação de apoio jurídico e psicológico às mulheres vítimas de todos os tipos de violência que comparecem às delegacias de polícia para registrarem ocorrência.
“O acolhimento jurídico e psicológico dentro das delegacias contribui para salvar a vida de mulheres em situação de alta vulnerabilidade social, além de evitar a revitimização da mulher. É incrível como um acolhimento e uma boa estrutura de acolher e orientar de forma imediata podem transformar a vida de muitas mulheres e de seus familiares”, afirmou a presidente da Comissão Nacional da Mulher da ABA, Dra. Celiane Araújo.
Atualmente, já são cinco núcleos no Distrito Federal: DEAM (Asa Sul), DEAM II (Ceilância), 29ª DF (Riacho Fundo), 38ª DP (Vicente Pires) e 11ª DP (Núcleo Bandeirante). O atendimento às mulheres ocorre em local diferenciado nas delegacias, onde as vítimas são atendidas por policiais, psicólogos e um advogado ou advogada.