A SOLIDÃO DO ADVOGADO: QUANDO A VOZ DE QUEM DEFENDE TAMBÉM PRECISA SER OUVIDA

Por Esdras Dantas de Souza

A advocacia é uma das carreiras mais belas e necessárias para a vida em sociedade. Mas é também uma das mais solitárias. Por trás do terno alinhado, do discurso firme e da responsabilidade de representar vidas, sonhos e destinos, existe um ser humano que carrega suas próprias dores — muitas vezes em silêncio. A solidão do advogado é real. É profunda. E é urgente falar sobre ela.

Por décadas, a classe foi ensinada a se virar sozinha, a “ser forte”, a não demonstrar fragilidade. A pressão por resultados, a falta de acolhimento institucional e a sensação de abandono têm adoecido profissionais em todo o país. E, nesse cenário, surge uma nova alternativa: uma comunidade que olha para o advogado como pessoa, que rompe muros, constrói pontes e devolve propósito. Essa comunidade se chama ABA – Associação Brasileira de Advogados.

Este artigo é um convite à reflexão e, principalmente, à transformação.

A solidão que ninguém vê, mas que todos sentem

Advogar é caminhar por trilhas cheias de expectativas — do cliente, da família, do mercado e, sobretudo, de si mesmo. O advogado é visto como alguém que precisa estar sempre pronto, sempre disponível, sempre forte. E é justamente nesse “sempre” que mora o cansaço.

A solidão do advogado não é apenas emocional. Ela é estrutural. Ela nasce:

  • da falta de acolhimento institucional;
  • da ausência de suporte emocional e profissional;
  • da sensação de invisibilidade em um sistema que não reconhece o esforço diário;
  • do peso de lutar por justiça enquanto tenta sobreviver à própria rotina.

Muitos profissionais entram e saem de fóruns, escritórios e tribunais com o mesmo sentimento: ninguém me vê.

É o advogado que enfrenta sozinho a crise financeira do cliente, que lida com o prazo impossível, que carrega o medo da petição indeferida, que se sente culpado quando perde uma demanda mesmo tendo feito tudo certo.

É o advogado que, apesar de cercado por pessoas, vive isolado por dentro.

E, na realidade atual, essa solidão tem um nome mais amplo: abandono.

O abandono da classe e o silêncio que adoece

A advocacia brasileira sofre com um problema histórico: a falta de uma rede de apoio real. Muitos se formam com o diploma na mão, mas sem ferramentas emocionais ou institucionais para sobreviver aos primeiros anos — e nem sempre os órgãos oficiais oferecem o suporte que prometem.

Em vez de apoio, o advogado muitas vezes encontra:

  • burocracia;
  • cobranças desproporcionais;
  • falta de acolhimento;
  • ausência de escuta;
  • distanciamento daqueles que deveriam representar a classe;
  • uma cultura que normaliza o sofrimento.

A verdade é que muitos advogados estão cansados. Exaustos. Desanimados.

Alguns pensam em desistir.

Outros já desistiram em silêncio.

E ainda há aqueles que seguem, machucados, porque acreditam que não têm outra opção.

É triste, mas é real: há profissionais que passam anos esperando reconhecimento, apoio, inclusão, compreensão — e não encontram.

E é justamente nesse vazio que o propósito se perde.

Mas existe um outro caminho.

A ABA como rede de proteção, acolhimento e propósito

A Associação Brasileira de Advogados (ABA) nasceu para preencher esse vazio. Não como órgão burocrático, mas como movimento. Não como instituição fria, mas como comunidade viva. Não como simples associação, mas como rede de proteção.

A ABA foi criada para olhar para o advogado como pessoa, como ser humano, como alguém que merece ser valorizado, cuidado, orientado e reconhecido.

Enquanto muitos fecham portas, a ABA abre caminhos. Enquanto outros silenciam, a ABA escuta. Enquanto a classe sofre com isolamento, a ABA constrói pertencimento.

O propósito da ABA é claro e firme: fazer advogados brilharem.

E isso não é slogan. É missão.

O advogado que chega à ABA encontra:

  • acolhimento emocional;
  • mentoria profissional;
  • apoio institucional genuíno;
  • visibilidade e reconhecimento;
  • networking real;
  • projetos que fortalecem a carreira;
  • oportunidades de liderança;
  • amigos, não apenas colegas;
  • uma comunidade que vibra com suas conquistas e segura sua mão nas dificuldades.

A ABA reduz a solidão do advogado porque devolve aquilo que muitos perderam ao longo do caminho: propósito.

Aqui, ninguém caminha sozinho.

Aqui, ninguém é tratado como número.

Aqui, a advocacia volta a ser humana.

Conclusão: quando o advogado encontra uma casa, ele reencontra sua força

A solidão do advogado é silenciosa, mas devastadora. É inimiga do desempenho, da saúde emocional e da esperança. Mas ela não precisa ser permanente. Não precisa ser destino.

Quando o advogado encontra uma rede que o enxerga, que o acolhe e que acredita nele, algo dentro dele desperta. Ele volta a sonhar. Ele volta a se levantar. Ele volta a perceber que sua profissão ainda pode ser um instrumento de luz.

A ABA representa esse despertar. Representa a coragem de construir uma advocacia diferente: mais humana, mais acolhedora, mais solidária e mais forte.

Se você é advogado e tem sentido esse vazio, essa exaustão ou essa falta de apoio, lembre-se de uma coisa:

Você não está sozinho.
Você nunca esteve.
E agora, finalmente, você tem onde pertencer.

A ABA está aqui — por você, com você e para você.

Porque quando um advogado é acolhido, ele reencontra seu propósito.
E quando reencontra seu propósito, ele brilha.

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