Polícia civil do Rio defende legalidade da operação no Jacarezinho; deputada fala em “massacre”

Entidades representativas dos policiais criticaram a cobertura da imprensa sobre o caso e recente decisão do STF que limitou operações nas favelas devido à pandemia

Representantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro defenderam a legalidade da operação na favela do Jacarezinho que resultou em 28 mortes, no dia 6 de maio. A mais letal ação policial do estado foi debatida em audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara nesta quarta-feira (26). Entidades nacionais e estaduais de policiais civis e parlamentares ligados à segurança pública elogiaram a operação e criticaram a cobertura da imprensa.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) foi a única a classificar a operação de “massacre” e “chacina”, durante os debates. A reunião também teve um minuto de silêncio em homenagem ao inspetor André Frias, policial morto durante a operação no Jacarezinho.

Em nome do governo estadual, o subsecretário de planejamento e integração operacional da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rodrigo de Oliveira, garantiu que a operação tinha amparo judicial e que os outros 27 mortos eram criminosos que reagiram à ação policial. “Foram expedidos 21 mandados que tinham o objetivo da prisão de criminosos que estavam, de alguma forma, aliciando crianças”, relatou.

Oliveira descreveu aos deputados o cenário encontrado pelos policiais ao chegarem à favela do Jacarezinho. “A gente vê criminosos portando granada e disparando fuzis sendo taxado de suspeitos. Eu queria saber: do que eles são suspeitos? Com relação à operação em si, todos os regulamentos e regras estabelecidas foram cumpridas, a perícia se fez presente no local e todas essas pessoas que se confrontaram com o estado e vieram a falecer, 100% delas têm ligação com o tráfico”, informou.

O subsecretário ressaltou que alguns procurados se entregaram sem reagir. Jacarezinho fica praticamente ao lado da Cidade da Polícia, um complexo de delegacias especializadas do Rio de Janeiro. Segundo Oliveira, a comunidade é dominada por uma facção do tráfico de drogas que sempre teve a estratégia de enfrentar o estado e construiu barricadas e obras de engenharia para dificultar a ação policial.

Outro participante da operação, o delegado Fabrício Oliveira, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), chegou a exibir um vídeo para mostrar como os policiais foram recebidos e afirmou que os traficantes usam “táticas de guerrilha” comparáveis às de “terroristas do Oriente Médio”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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