O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, encaminhou uma proposta ao FGTS que permitiria a liberação de aproximadamente R$ 14 bilhões para os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos após 2020. A medida é retroativa e visa estimular a circulação de dinheiro na economia brasileira, permitindo o resgate do valor remanescente antes do prazo de dois anos de demissão do trabalhador.
O projeto propõe que qualquer indivíduo que tenha optado pelo saque-aniversário e tenha sido demitido após 2020 possa resgatar os recursos remanescentes em sua conta do FGTS, mesmo que não possa retornar a essa modalidade de saque. Até o momento, 32,7 milhões de brasileiros se beneficiaram do saque-aniversário desde sua implementação em 2019, retirando um montante total de R$ 43,4 bilhões. A maioria dos cotistas, cerca de 85%, possui um saldo de até quatro salários mínimos, de acordo com informações da Caixa Econômica Federal.
A proposta tem recebido apoio de técnicos e economistas, mas enfrenta resistência por parte do setor de construção civil, que teme possíveis impactos em orçamentos futuros, especialmente em programas como o Minha Casa, Minha Vida.