A capital federal se prepara para receber um evento marcante que reúne mais de 100 mil mulheres de diversas regiões do Brasil e de 33 países, na 7ª edição da Marcha das Margaridas. Coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e suas filiadas, além de 16 organizações parceiras, a marcha tem como tema deste ano “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver”. O evento acontece nesta terça (15) e quarta-feira em Brasília, sendo um importante encontro político e social que ocorre a cada quatro anos.
As participantes da Marcha das Margaridas representam trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, sem-terra, extrativistas, membros da comunidade LGBTQIA+ e moradoras de centros urbanos. De acordo com a Contag, este evento é considerado a maior ação política de mulheres na América Latina.
Ao longo desses dois dias, serão debatidas demandas fundamentais em 13 eixos políticos, que abrangem desde a democracia participativa e soberania popular até a educação pública não sexista e antirracista e a universalização do acesso à internet e inclusão digital. As pautas refletem a diversidade e as lutas das mulheres por direitos, igualdade e justiça.
A coordenadora-geral da Marcha das Margaridas e secretária de Mulheres da Contag, Mazé Morais, destacou a importância da marcha como um espaço de reivindicação e visibilidade para as mulheres. Ela enfatizou a esperança de que as autoridades ouçam as demandas das participantes e adotem políticas públicas que causem um impacto real na vida das mulheres em todo o país.
Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a Marcha das Margaridas é um reflexo da participação social como eixo fundamental na construção e implementação de políticas públicas. Ela ressaltou que o governo atual respeita as mulheres do campo, da floresta e das águas e trabalha para atender às diversas reivindicações das margaridas.
A Marcha das Margaridas recebe esse nome em homenagem a Margarida Maria Alves, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Margarida foi assassinada em 1983 por lutar pelos direitos da categoria. A líder sindical tornou-se um símbolo de resistência, inspirando milhares de pessoas que buscam justiça e dignidade.
Quatro décadas após o assassinato de Margarida Maria Alves, sua memória continua viva como uma inspiração para todas as mulheres que marcham em busca de um Brasil mais justo, igualitário e democrático. A Marcha das Margaridas é uma demonstração poderosa da força e determinação das mulheres em transformar a sociedade e lutar por seus direitos.
Ao longo desses dias, as vozes das margaridas ecoarão em Brasília, reafirmando o compromisso contínuo com a construção de um futuro melhor para todas as mulheres do Brasil e do mundo.
Com as informações da Agência Brasil