Rogério Correia, membro da CPMI do 8 de Janeiro, protocolou requerimento no STF e na PF para reter passaportes do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após operação que investiga esquema de venda ilegal de presentes.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), membro titular da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, tomou uma atitude drástica ao protocolar um requerimento no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Polícia Federal (PF) buscando a retenção dos passaportes do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A iniciativa ocorreu na última sexta-feira (11/8) e está relacionada à recente operação da PF que investiga a suspeita de um esquema de venda ilegal no exterior de presentes recebidos por Bolsonaro durante seu mandato.
O requerimento apresentado por Correia é fundamentado em supostos “indícios” que apontam para a possibilidade de que os lucros obtidos através da venda de joias e presentes no exterior possam ter sido direcionados para financiar atividades antidemocráticas no Brasil, além de contribuírem para um possível enriquecimento ilícito do ex-presidente. O deputado também ressalta que a Polícia Federal indicou a venda de “várias joias novas”, que até então não haviam sido mencionadas em investigações anteriores.
A operação conduzida pela Polícia Federal teve como foco aliados de Bolsonaro, suspeitando de um esquema ilegal envolvendo a venda de presentes que foram recebidos pelo ex-presidente enquanto estava em exercício. A operação se baseou em informações que indicavam movimentações financeiras suspeitas e levantou preocupações sobre possíveis ligações entre essas transações e atividades consideradas antidemocráticas.
A ação do deputado Correia foi ampliada ao protocolar o mesmo requerimento dentro da CPMI do 8 de Janeiro, demonstrando seu empenho em buscar esclarecimentos sobre as supostas irregularidades. A retenção dos passaportes de Bolsonaro e Michelle é vista como um movimento para evitar que ambos possam deixar o país enquanto as investigações seguem em andamento.
A polêmica ação de Rogério Correia, que visa garantir a cooperação das autoridades no esclarecimento desses supostos indícios de irregularidades, agita ainda mais o cenário político já conturbado, trazendo à tona questões sobre o uso dos presentes recebidos por Bolsonaro e o potencial financiamento de atividades consideradas prejudiciais à democracia.
Essa matéria é com base nas informações do portal “Metrópoles”,
Da redação do OD