Segundo matéria publicada hoje na Folha, O Ministério da Saúde, em nota técnica firmada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos , afirma que a hidroxicloroquina tem eficácia e é tratamento seguro no no combate à Covid-19. No mesmo documento, o Ministério declara que as vacinas não demonstram tais características.
Essa manifestação, feita pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Hélio Angotti, da ala defensora do movimento negacionista das vacinas do governo federal, ainda não foi contestada pelo Ministério da Saúde.
A diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Meiruze de Freitas, em declaração dada à Folha, reagiu à nota do Ministério da Saúde e disse que “todas as vacinas autorizadas no Brasil passaram por requisitos técnicos mais elevados no campo dos estudos clínicos randomizados (fase I, II e III) e da regulação sanitária.
“Não é esperado e admissível que a ciência, tecnologia e inovação no Brasil estejam na contramão do mundo”, afirmou Meiruze de Freitas, “É preciso que todos estejam unidos na mesma direção, ou seja, salvar vidas”, finalizou a diretora.
Segundo matéria publicada na Folha, o Ministério da Saúde aponta que não há demonstração de efetividade da vacina “em estudos controlados e randomizados” nem de segurança “em estudos experimentais e observacionais adequados”.
Esta informação foi tirada da matéria publicada neste sábado pela Folha e divulgada amplamente pela mídia nacional.
Fica aqui a pergunta: quem tem razão sobre esse assunto? O Ministério da Saúde do Brasil ou a ciência acolhida em todo o mundo?
Com a palavra o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (foto).