ABA reúne lideranças e reforça estratégia para ampliar visibilidade e oportunidades aos advogados

Encontro com diretores e presidentes de comissões temáticas discutiu o papel das lideranças na criação de oportunidades, fortalecimento do networking e reconhecimento profissional dos associados

A Associação Brasileira de Advogados (ABA) reuniu, nesta quarta-feira (7), diretores e presidentes de comissões temáticas para alinhar ações institucionais e reforçar uma diretriz que a entidade pretende ampliar em suas estruturas: transformar diretorias e comissões em espaços permanentes de relacionamento, visibilidade, produção de conhecimento e criação de oportunidades profissionais para os associados.

Conduzido pelo presidente da entidade, Esdras Dantas de Souza, o encontro reuniu lideranças de diferentes áreas e teve como eixo a missão institucional da ABA de promover o crescimento e o reconhecimento profissional de seus membros.

Durante a reunião, Dantas defendeu que o exercício de um cargo de liderança dentro de uma entidade associativa deve ir além da representação formal. Para ele, diretores e presidentes de comissões precisam atuar também como articuladores, identificando talentos, aproximando profissionais e criando espaços para que outros advogados possam apresentar seus conhecimentos e projetos.

“Não utilize a ABA apenas para crescer. Utilize a liderança que a ABA lhe confiou para fazer alguém crescer. O verdadeiro líder não precisa ocupar todo o espaço. Ele precisa também abrir espaço para que outras pessoas mostrem seu valor”, afirmou Esdras Dantas de Souza.

Combate à invisibilidade profissional

Um dos pontos destacados no encontro foi a realidade de advogados que, embora possuam formação, experiência e conhecimento técnico, encontram dificuldades para tornar seu trabalho conhecido e construir uma rede profissional consistente.

A proposta apresentada às lideranças é utilizar as estruturas da ABA para ampliar essas possibilidades.

Entre as iniciativas estão a participação de associados em congressos, palestras, reuniões, programas e debates no Canal da ABA no YouTube, além do incentivo à produção e publicação de artigos e à realização de atividades que favoreçam networking e parcerias profissionais.

Segundo a orientação apresentada aos dirigentes, uma comissão temática não deve funcionar apenas como uma estrutura administrativa ou grupo de comunicação. A intenção é que seus integrantes tenham oportunidades concretas de participar, produzir conhecimento, estabelecer conexões e desenvolver reconhecimento em suas respectivas áreas de atuação.

“A ABA não promete sucesso profissional a ninguém, porque o sucesso depende de inúmeros fatores e, principalmente, do trabalho de cada pessoa. O que uma instituição pode fazer é criar oportunidades, abrir portas, aproximar pessoas e oferecer espaços para que bons profissionais sejam conhecidos”, afirmou o presidente.

Diretorias e comissões como redes de oportunidades

Outro aspecto debatido foi a necessidade de manter ativa a rede de relacionamento da instituição.

A orientação é para que dirigentes conheçam melhor os profissionais que integram suas estruturas e identifiquem aqueles que ainda tiveram poucas oportunidades de participar de eventos, escrever artigos, conceder entrevistas, apresentar palestras ou integrar projetos.

A estratégia parte de uma questão simples: quem ainda não teve oportunidade de mostrar aquilo que sabe?

A partir dessa identificação, diretorias e comissões podem distribuir melhor os espaços de participação e incentivar o surgimento de novas lideranças.

Para Esdras Dantas, essa concepção também redefine o significado de liderança dentro da advocacia.

“Há uma diferença entre ocupar uma posição e exercer liderança. O cargo é temporário. O que permanece é aquilo que conseguimos construir na vida das pessoas. Se um associado encontrou parceiros, publicou seu primeiro artigo, realizou sua primeira palestra ou passou a ser reconhecido profissionalmente porque alguém lhe abriu uma porta, a liderança cumpriu uma parte importante de sua missão”, declarou.

Uma ABA em movimento

A reunião também integra uma estratégia de aproximação permanente entre a presidência da entidade e suas lideranças.

A proposta é evitar que diretorias e comissões funcionem isoladamente, fortalecendo a circulação de informações, experiências, projetos e oportunidades entre diferentes áreas e regiões.

Nesse modelo, eventos presenciais e virtuais, produção de conteúdo, publicações, programas no YouTube, encontros de relacionamento e projetos das comissões passam a funcionar de maneira complementar.

Mais do que aumentar o número de atividades, a orientação é fazer com que essas iniciativas produzam resultados concretos para os associados.

Ao final do encontro, Esdras Dantas resumiu a filosofia que pretende disseminar entre as lideranças:

“Costumo dizer que a ABA é uma fábrica de amigos. Mas precisamos ser também uma fábrica de oportunidades. Queremos uma instituição em que o advogado encontre pessoas, construa relacionamentos, compartilhe conhecimento e tenha espaço para mostrar seu propósito e sua competência. Ninguém precisa crescer sozinho.”

A mensagem reforça uma concepção de associativismo baseada menos na ocupação de cargos e mais na construção de redes profissionais capazes de gerar pertencimento, relacionamento, visibilidade e oportunidades.

Para a ABA, esse será um dos desafios permanentes de suas lideranças: transformar a estrutura institucional em caminhos para que mais advogados sejam vistos, ouvidos e reconhecidos pelo trabalho que desenvolvem.

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