ADVOCACIA NÃO SE FAZ SOZINHA: CONEXÕES QUE GERAM CRESCIMENTO E OPORTUNIDADES

Encontro de associados durante a 24ª Convenção Anual da ABA simboliza uma proposta que vai além dos eventos jurídicos: aproximar profissionais, compartilhar conhecimento, estimular parcerias e criar ambientes para que advogados possam crescer e ser reconhecidos

Há momentos em que uma fotografia consegue traduzir o propósito de uma instituição.

O registro feito durante a 24ª Convenção Anual da Associação Brasileira de Advogados (ABA), realizada nos dias 19, 20 e 21 de agosto, no Rio de Janeiro, é um deles.

Na imagem aparecem, entre outros integrantes da entidade, os advogados Arthur Carvalho, Marcelo Molinaro, Diogo Pereira, Esdras Dantas, Max de Mendonça, Miguel Mendes e Jorge Callil. Profissionais com diferentes experiências e trajetórias, reunidos pelo relacionamento construído em torno da advocacia.

Mais importante do que identificar quem está na fotografia, entretanto, é compreender o que ela representa.

Em uma profissão cada vez mais competitiva, especializada e impactada pelas transformações tecnológicas, o advogado não precisa crescer sozinho.

Essa compreensão está entre as ideias que orientam a atuação da ABA: criar ambientes nos quais profissionais possam se conhecer, trocar experiências, compartilhar conhecimento, construir relações de confiança e encontrar oportunidades de cooperação.

SAIR DO ISOLAMENTO TAMBÉM É UMA ESTRATÉGIA PROFISSIONAL

A advocacia pode ser uma atividade solitária.

Muitos profissionais passam grande parte de seus dias entre processos, prazos, reuniões, audiências e atendimento a clientes. Mesmo excelentes advogados podem permanecer durante anos restritos ao próprio escritório e ao mesmo círculo de relacionamentos.

E competência, sozinha, nem sempre produz reconhecimento.

É necessário estudar, aperfeiçoar-se e prestar bons serviços. Mas também é importante participar, relacionar-se, compartilhar aquilo que se sabe e permitir que outros profissionais conheçam a sua capacidade.

É justamente nesse ponto que o associativismo profissional pode fazer diferença.

Congressos, comissões temáticas, reuniões, cursos e encontros promovidos por entidades como a ABA permitem que advogados de diferentes cidades, estados, países e áreas de atuação se encontrem em torno de interesses profissionais comuns.

Uma conversa durante o intervalo de uma palestra pode parecer apenas uma conversa. Com o tempo, entretanto, aquele contato pode se transformar em uma parceria entre escritórios, uma indicação profissional, uma atuação conjunta, um projeto acadêmico ou uma oportunidade que nenhuma das partes teria encontrado isoladamente.

Relacionamento profissional não deve ser entendido simplesmente como colecionar contatos.

Relacionar-se é construir confiança.

E confiança exige presença, reciprocidade, conhecimento e tempo.

CONHECIMENTO GERA AUTORIDADE; RELACIONAMENTOS CRIAM POSSIBILIDADES

Outro desafio contemporâneo da advocacia é construir autoridade em um mercado no qual milhares de profissionais disputam atenção.

Ser especialista em determinada área é fundamental. Mas é igualmente importante que essa especialização seja conhecida.

Participar de uma comissão temática, apresentar uma palestra, escrever um artigo, coordenar um projeto, debater um caso, produzir conteúdo técnico ou compartilhar conhecimento com colegas são formas legítimas de demonstrar experiência e consolidar autoridade profissional.

Por isso, a proposta da ABA não se limita à realização de eventos.

A entidade procura criar espaços nos quais seus associados possam aprender e ensinar, apresentar suas competências, desenvolver projetos, construir relacionamentos e ampliar sua presença profissional.

É uma lógica simples: conhecimento gera autoridade; relacionamentos geram oportunidades; visibilidade permite que bons profissionais sejam reconhecidos.

A 24ª Convenção Anual da ABA materializou essa proposta.

Durante três dias, profissionais de diferentes especialidades estiveram reunidos no Rio de Janeiro. As palestras e debates fizeram parte da programação, mas uma parcela importante do encontro ocorreu fora do palco: nas conversas, apresentações, reencontros e conexões estabelecidas entre os participantes.

A Convenção terminou. Muitas dessas relações, porém, continuam.

E esse talvez seja um dos resultados mais importantes de um encontro profissional.

UMA ENTIDADE VOLTADA PARA A ADVOCACIA

A ABA se apresenta como uma entidade independente e apartidária, orientada pelos interesses profissionais da advocacia e pela valorização de quem a exerce.

Isso significa colocar o advogado e a advogada no centro de suas iniciativas.

Os profissionais retratados na fotografia, assim como tantos outros associados que participaram da Convenção, integram esse esforço de construir uma instituição baseada na cooperação, no conhecimento e na busca pela dignificação da advocacia brasileira.

Não se trata de prometer resultados individuais nem de afirmar que simplesmente participar de uma entidade produzirá sucesso profissional.

Trata-se de algo mais consistente: criar ambientes nos quais as oportunidades possam nascer.

O profissional precisa fazer a sua parte. Precisa estudar, trabalhar, preservar sua reputação, aperfeiçoar seus conhecimentos e entregar qualidade aos clientes. Uma entidade associativa, por sua vez, pode aproximá-lo de pessoas, ideias e experiências que ampliem seus horizontes.

É essa cultura que a ABA pretende fortalecer.

Uma advocacia na qual o colega de profissão não seja visto necessariamente como concorrente, mas também como alguém com quem se pode compartilhar conhecimento, estabelecer cooperação e desenvolver projetos.

Uma advocacia em que profissionais experientes possam contribuir com aqueles que estão iniciando e em que novos talentos encontrem espaços para mostrar sua capacidade.

Uma advocacia em que ninguém precise permanecer invisível simplesmente porque ainda não encontrou uma oportunidade para apresentar aquilo que sabe fazer.

A fotografia da Convenção, portanto, não registra apenas oito advogados reunidos.

Ela registra uma ideia: pessoas crescem quando conhecimento circula, relações de confiança são construídas e oportunidades são compartilhadas.

Quando um associado cresce, sua trajetória é individual. Quando muitos profissionais encontram condições para crescer juntos, fortalece-se toda a advocacia.

Esse é um dos compromissos que a ABA pretende continuar levando para suas comissões, encontros, congressos e projetos.

Porque instituições também podem ser pontes.

E, para a Associação Brasileira de Advogados, existe uma frase que resume essa visão:

“Nosso maior sucesso é fazer muita gente crescer.”

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