Professor e advogado falou a líderes da advocacia brasileira sobre Reforma da Renda e planejamento patrimonial e sucessório
A advocacia contemporânea exige muito mais do que conhecimento da legislação vigente.
As profundas transformações econômicas, tributárias e familiares que atravessam a sociedade brasileira impõem aos profissionais do Direito a necessidade de compreender cenários, antecipar riscos e oferecer soluções juridicamente seguras para a organização do patrimônio e da sucessão.
Foi nesse contexto que a 24ª Convenção Anual da Associação Brasileira de Advogados (ABA), realizada de 19 a 21 de agosto, no Rio de Janeiro, promoveu um dos debates de grande interesse da programação: a palestra “Reforma da Renda e Planejamento Patrimonial e Sucessório”, conduzida pelo professor e advogado Pablo Arruda.
O encontro reuniu um auditório lotado de advogados, professores e lideranças da advocacia brasileira, em uma demonstração do interesse crescente por temas que estão transformando a prática profissional.
Ao lado de Pablo Arruda, participou da apresentação a professora Carla Amorelli, especialista em Processo Civil e em planejamento patrimonial e sucessório, contribuindo para ampliar a abordagem jurídica de uma matéria que exige conhecimento interdisciplinar e permanente atualização.
O resultado foi uma exposição considerada excelente pelos participantes, que acompanharam atentamente as discussões e aproveitaram a oportunidade para aprofundar conhecimentos sobre um dos campos que mais vêm ganhando espaço na advocacia.
Conhecimento que aproxima a advocacia das transformações do país
Pablo Arruda possui uma trajetória profissional diretamente relacionada aos temas apresentados na Convenção.
É advogado, sócio-fundador do SMGA Advogados e atua nas áreas de Direito Empresarial, patrimônio e sucessão. Também exerce a função de administrador judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Na área acadêmica, possui mestrado em Direito, Constituição e Cidadania, além de experiência de mais de duas décadas como professor de Direito Empresarial e Planejamento Sucessório. Também coordena pós-graduação voltada a Holding e Planejamento Sucessório.
Sua trajetória como docente inclui instituições como FGV, PUC-Rio e Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, entre outras instituições de formação jurídica.
Essa combinação entre experiência profissional e atividade acadêmica ajuda a explicar a capacidade de aproximar questões complexas da realidade cotidiana da advocacia.
O planejamento patrimonial e sucessório, por exemplo, deixou de ser assunto restrito a grandes patrimônios.
Famílias, empresários e profissionais liberais precisam cada vez mais compreender as consequências jurídicas, tributárias e sucessórias das decisões tomadas durante a vida.
A reforma tributária e as discussões relacionadas à tributação da renda acrescentam novas variáveis a esse cenário.
Para o advogado, isso representa uma oportunidade, mas também uma responsabilidade.
É preciso estudar.
É preciso compreender as mudanças.
E, principalmente, é necessário saber traduzir a complexidade jurídica para o cliente que precisa tomar decisões importantes sobre seu patrimônio e sobre o futuro de sua família.
Carla Amorelli amplia o debate com Processo Civil e planejamento sucessório
A participação da professora Carla Amorelli acrescentou outra dimensão importante à palestra.
Sua atuação acadêmica e profissional está ligada ao Processo Civil e ao planejamento patrimonial e sucessório, áreas que se encontram justamente quando estratégias patrimoniais precisam ser estruturadas com segurança jurídica.
Carla Amorelli é organizadora da obra Planejamento Patrimonial e Sucessório: Perspectiva e Atualidades, publicada em 2025, que reúne estudos sobre questões contemporâneas do Direito das Sucessões e do planejamento patrimonial. A publicação contou, inclusive, com texto de apresentação de Elaine Molinaro, Diretora-Geral da ABA/RJ.
A presença dos dois professores na programação reforçou uma característica essencial da Convenção da ABA: a preocupação com conteúdo capaz de produzir conhecimento útil para a prática profissional.
Não se tratava apenas de apresentar conceitos.
O desafio era ajudar o advogado a compreender um ambiente jurídico em transformação.
Esse propósito ganha ainda mais relevância quando se considera que a própria OAB/RJ vem promovendo debates específicos sobre os impactos das mudanças tributárias no planejamento patrimonial e sucessório. Em 2025, Pablo Arruda participou da composição da Comissão de Planejamento Sucessório e Holdings da OAB/RJ como vice-presidente.
A participação em eventos dessa natureza também demonstra como a formação continuada deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para quem pretende construir uma advocacia sólida e preparada para o futuro.
Uma Convenção que transforma conhecimento em oportunidade
Ao final da palestra, o presidente da ABA, Esdras Dantas de Souza, entregou aos professores Pablo Arruda e Carla Amorelli os certificados de participação como palestrantes da 24ª Convenção Anual.
O gesto, embora simples, representou o reconhecimento da instituição à contribuição dos dois profissionais para a formação dos participantes.
Para Esdras Dantas, a qualidade da programação está diretamente relacionada ao propósito da própria ABA.
“Uma Convenção como esta somente cumpre verdadeiramente sua missão quando o advogado retorna para sua atividade profissional levando alguma coisa que antes não possuía: um novo conhecimento, uma nova reflexão, uma nova perspectiva ou uma nova conexão profissional. A palestra do professor Pablo Arruda, ao lado da professora Carla Amorelli, foi um desses momentos. Tivemos um auditório lotado, profissionais atentos e um debate de alto nível sobre um tema que terá importância cada vez maior na advocacia brasileira. É exatamente isso que queremos proporcionar aos nossos associados: oportunidades reais de crescimento, atualização e reconhecimento profissional.”
A manifestação traduz uma das ideias centrais que orientam a atuação da Associação Brasileira de Advogados.
Eventos institucionais não devem ser vistos apenas como momentos de encontro.
Eles podem ser espaços de transformação profissional.
Uma palestra pode despertar uma nova área de atuação.
Um debate pode provocar uma mudança de estratégia.
Uma conversa durante um intervalo pode resultar em uma parceria.
Um contato profissional pode abrir uma oportunidade.
E uma informação adquirida em uma sala de conferência pode fazer diferença na vida de um cliente.
É essa dimensão que explica a importância das grandes reuniões da advocacia.
A 24ª Convenção Anual da ABA, realizada no Windsor Barra, no Rio de Janeiro, reuniu profissionais de diferentes regiões do país justamente com essa proposta: promover conhecimento, integração, relacionamento e crescimento profissional.
A palestra de Pablo Arruda e Carla Amorelli foi um exemplo expressivo desse propósito.
Ao abordar a Reforma da Renda e o planejamento patrimonial e sucessório diante de um público formado por advogados e lideranças da profissão, os professores ajudaram a colocar em discussão um dos temas que deverão ocupar espaço crescente na prática jurídica brasileira.
Mais do que uma palestra, foi uma oportunidade de aprendizado.
Mais do que um momento da programação, foi uma demonstração de que a advocacia precisa permanecer em movimento.
O Direito muda.
A sociedade muda.
As relações familiares e empresariais mudam.
A legislação muda.
E o advogado que pretende continuar relevante precisa acompanhar essas transformações.
É nesse movimento permanente que eventos como a Convenção da ABA encontram sua razão de existir.
Porque uma advocacia forte não se constrói apenas nos tribunais.
Constrói-se também nas salas de aula, nos auditórios, nos encontros entre colegas, na troca de experiências e na disposição de aprender continuamente.
Ao reunir nomes qualificados da doutrina e da prática jurídica, a ABA reafirma sua aposta mais importante: investir nas pessoas para fortalecer a advocacia.
E, naquela manhã de agosto, diante de um auditório lotado, Pablo Arruda e Carla Amorelli fizeram exatamente isso.
Levaram conhecimento.
Provocaram reflexão.
E deixaram aos participantes uma certeza que permanece depois que as luzes do auditório se apagam:
na advocacia, aprender não é apenas acompanhar o futuro. É preparar-se para construí-lo.
Redação Ordem Democrática