Taciela Cordeiro Cylleno recebeu homenagem por sua trajetória na Magistratura do Trabalho e atuação em defesa da Justiça e das instituições
A abertura da 24ª Convenção Anual da Associação Brasileira de Advogados (ABA), realizada no dia 19 de agosto, no Rio de Janeiro, foi marcada por conhecimento, encontros e fortalecimento das relações institucionais entre importantes segmentos da comunidade jurídica.
Entre os momentos de maior significado esteve a homenagem prestada à juíza do Trabalho Taciela Cordeiro Cylleno, presidente da Associação dos Juízes do Trabalho (AJUTRA), que recebeu uma placa da ABA em reconhecimento à sua trajetória na Magistratura do Trabalho e à atuação institucional em favor da Justiça e da valorização da magistratura.
A homenagem destacou sua atuação marcada pelo compromisso, equilíbrio e espírito de liderança, reconhecendo nela um exemplo de dedicação à Justiça do Trabalho e ao fortalecimento das instituições.
A AJUTRA confirma oficialmente Taciela Cordeiro Cylleno como sua presidente e destaca, entre os objetivos da entidade, a cooperação entre os integrantes da magistratura, a defesa de suas garantias e o fortalecimento da Justiça do Trabalho.
Uma homenagem que ultrapassa a solenidade

Mais do que uma distinção individual, a homenagem prestada pela ABA, entregue pela Dra. Carolina Mynssen, presidente da Comissão Nacional de Direito Médico da ABA (foto), representa o reconhecimento da importância daqueles que dedicam sua vida profissional ao fortalecimento da Justiça e das instituições democráticas.
A escolha da presidente da AJUTRA para receber essa homenagem também traduz uma compreensão fundamental: advocacia e magistratura possuem funções distintas, mas integram o mesmo sistema de Justiça e precisam manter relações institucionais baseadas no respeito, no diálogo e na independência.
Essa aproximação não significa confusão de papéis, muito menos qualquer interferência na atividade jurisdicional. Ao contrário. O diálogo institucional saudável pressupõe justamente o respeito às atribuições de cada instituição.
É nesse ambiente que entidades representativas de advogados, magistrados, membros do Ministério Público e demais integrantes do sistema de Justiça podem construir pontes, compartilhar preocupações e contribuir para o aperfeiçoamento das instituições.
A própria trajetória recente da AJUTRA demonstra a importância dessa atuação institucional. A entidade tem participado de iniciativas e discussões relacionadas ao fortalecimento da Justiça do Trabalho e à defesa de melhores condições para a prestação jurisdicional.
O valor do diálogo entre as entidades de classe

Em uma sociedade democrática, as entidades de classe desempenham papel relevante na representação de seus integrantes e na construção de espaços permanentes de diálogo.
Quando essas instituições se aproximam com respeito às suas autonomias, quem ganha não são apenas os profissionais representados. Ganha a própria sociedade.
Para a ABA, manter uma relação respeitosa e institucional com a magistratura significa reconhecer que o fortalecimento da advocacia também passa pelo fortalecimento das instituições que integram o sistema de Justiça.
A 24ª Convenção Anual foi concebida justamente dentro desse espírito. Realizada de 19 a 21 de agosto, no Rio de Janeiro, a programação reuniu advogados e advogadas de diferentes regiões do país para três dias de troca de experiências, atualização profissional, relacionamento e fortalecimento institucional.
A presença de representantes de diferentes instituições jurídicas tornou o encontro ainda mais significativo.
Conhecimento aproxima. Diálogo aproxima. Respeito aproxima. E instituições fortes são construídas também por meio dessas aproximações.
Esdras Dantas: “O respeito institucional deve sempre prevalecer”
Ao falar sobre a presença da presidente da AJUTRA na Convenção e sobre a homenagem, o presidente nacional da ABA, Esdras Dantas de Souza, destacou a importância de receber representantes das instituições que integram o universo jurídico brasileiro.
“Receber a Dra. Taciela Cylleno em nossa Convenção foi uma honra para a ABA. A homenagem que lhe prestamos representa o nosso reconhecimento por sua trajetória na Magistratura do Trabalho e por sua atuação institucional. Temos muito respeito pela magistratura e pelas importantes funções que exerce na sociedade. Ao mesmo tempo, sabemos que advocacia e magistratura possuem papéis próprios e independentes. É justamente por isso que valorizamos o diálogo: porque instituições independentes podem e devem se respeitar, conversar e construir caminhos para o fortalecimento da Justiça e do Estado Democrático de Direito.”
Esdras ressaltou ainda que a aproximação entre entidades não deve ser vista como mera formalidade.
“Uma convenção como a da ABA não deve servir apenas para transmitir conhecimento jurídico. Ela deve também aproximar pessoas e instituições. Quando nos encontramos, ouvimos uns aos outros e reconhecemos o trabalho daqueles que contribuem para a Justiça brasileira, estamos fortalecendo uma cultura de respeito, cooperação e responsabilidade institucional.”
A manifestação reforça uma das características que marcaram a 24ª Convenção: a capacidade de reunir diferentes vozes da comunidade jurídica em torno de uma agenda de conhecimento, relacionamento e valorização das instituições.
Uma mensagem para além da homenagem
A presença da juíza Taciela Cordeiro Cylleno na abertura da Convenção e a homenagem recebida deixam uma mensagem que ultrapassa os limites da cerimônia.
Instituições fortes não são aquelas que se isolam. São aquelas que preservam sua independência, respeitam seus limites e, ao mesmo tempo, sabem dialogar.
A advocacia precisa da Justiça. A Justiça precisa de instituições fortes. E a sociedade precisa de ambas.
Ao reconhecer a trajetória da presidente da AJUTRA, a ABA reafirmou seu compromisso com uma convivência institucional pautada pela independência, respeito, diálogo e defesa permanente do Estado Democrático de Direito.
Porque, no fim, a verdadeira força das instituições não está apenas nas estruturas que ocupam, mas nas pessoas que dedicam sua vida a fazê-las melhores.
E foi exatamente isso que a ABA quis reconhecer naquela noite no Rio de Janeiro.