Esdras Dantas de Souza: “O dia em que o advogado deixar de existir, a liberdade acaba”

A advocacia não é apenas uma profissão — é um dos pilares que sustentam a democracia

Há uma ilusão perigosa crescendo no Brasil: a de que o advogado é dispensável.

Nada poderia ser mais equivocado.

O advogado não é um acessório do sistema de Justiça.
Ele é parte essencial do equilíbrio entre o poder do Estado e os direitos do cidadão.

Sem advogado, não há defesa plena.
Sem defesa plena, não há liberdade real.

O papel silencioso que poucos enxergam

Todos os dias, advogados atuam para impedir abusos, corrigir injustiças e garantir que a lei seja aplicada de forma justa.

Mas esse trabalho, muitas vezes, não aparece.

E talvez por isso seja subestimado.

O que poucos percebem é que, por trás de cada direito preservado, há um advogado que atuou — muitas vezes sem reconhecimento.

Quando a advocacia é enfraquecida, o cidadão paga o preço

Toda vez que a advocacia é desvalorizada, intimidada ou limitada, quem perde não é o profissional.

É a sociedade.

Porque um advogado enfraquecido:

  • tem sua atuação restringida
  • perde autonomia
  • deixa de exercer plenamente sua função

E isso abre espaço para arbitrariedades.

Defender o advogado é defender a liberdade

A Constituição não reconheceu a advocacia como essencial por acaso.

Ela reconheceu porque entendeu algo fundamental:

sem defesa técnica, o cidadão fica vulnerável diante do poder.

Conclusão

O dia em que o advogado deixar de existir não será o fim de uma profissão.

Será o início de um tempo perigoso.

Um tempo em que direitos existem no papel…
mas não são garantidos na prática.

E é exatamente por isso que a advocacia precisa ser valorizada, respeitada e fortalecida.

Esdras Dantas de Souza
Advogado, Professor, Especialista em Direito Público Interno e Presidente da Associação Brasileira de Advogados (ABA)
www.abanacional.com.br

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