Na tarde desta terça-feira, 31 de março, a Associação Brasileira de Advogados viveu mais um daqueles momentos que não se medem pelo tempo, mas pelo significado. Em uma solenidade realizada de forma virtual, conectando diferentes regiões do país, a ABA reafirmou, mais uma vez, sua essência: ser o espaço onde advogados deixam de ser invisíveis e passam a ser reconhecidos, valorizados e impulsionados em suas trajetórias profissionais.
Sob a condução firme, elegante e inspiradora de seu presidente, Esdras Dantas de Souza, o evento não foi apenas uma posse. Foi um encontro de propósitos. Foram empossados novos membros em importantes comissões nacionais: Direito Bancário, sob a presidência da Dra. Angélica Anai Angulo; Direito das Pessoas com Deficiência; Direito Imobiliário, presidida pela Dra. Daiana Staudt; Direito Militar, sob a liderança da Dra. Fabiene Andrade; Comissão Nacional de Leilões, representada por seu vice-presidente; e Comissão Nacional de Responsabilidade Civil, presidida pelo Dr. Eduardo Ribeiro.
Cada presidente, com palavras acolhedoras e firmes, deu as boas-vindas aos novos integrantes, sinalizando que ali não se tratava apenas de ocupar um espaço — mas de assumir um compromisso. Um compromisso com a advocacia, com a excelência e, sobretudo, com o crescimento coletivo.
Mas talvez o momento mais emblemático tenha sido quando os novos membros tomaram a palavra. Ao se apresentarem — dizendo de onde falavam e qual era o seu nicho de atuação — inauguraram, na prática, aquilo que a ABA tem de mais valioso: o networking verdadeiro, humano, estratégico. Não um networking de cartões, mas de conexões que constroem pontes reais na advocacia brasileira.
Foi então que o presidente da ABA elevou o tom institucional a um patamar de reflexão profunda e transformação. Em um pronunciamento marcante, ele trouxe à tona uma verdade silenciosa que muitos profissionais enfrentam, mas poucos verbalizam: a invisibilidade na advocacia.
Com sensibilidade e autoridade, destacou que o problema de muitos advogados não está na falta de competência, mas na ausência de ambiente, de conexão e de oportunidade. E foi nesse ponto que reafirmou, com clareza absoluta, o propósito da ABA: promover o crescimento e o reconhecimento profissional dos seus associados — não como um slogan, mas como um compromisso inegociável.
Sua fala, que ecoou entre os participantes, foi mais do que um discurso — foi um chamado. Um chamado à responsabilidade, à ação e ao protagonismo.
Ao afirmar que “o medalhão é o associado”, Esdras Dantas de Souza rompe com a lógica tradicional das instituições que brilham por si mesmas. Na ABA, quem brilha é o advogado, é a advogada, são os associados. A instituição é o palco — e cada associado, o protagonista.
A solenidade também reforçou outro pilar essencial: ninguém cresce sozinho. A ABA se consolida como uma verdadeira escola de líderes e, ao mesmo tempo, uma rede viva de relações humanas, onde amizades se transformam em parcerias e oportunidades concretas.
Mais do que dar posse, a ABA entregou direção.
Mais do que nomear membros, despertou líderes.
Mais do que realizar um evento, fortaleceu uma missão.
E ao final, ficou uma certeza no ar — simples, mas poderosa:
Não faltam bons advogados no Brasil.
O que faltava… era o lugar certo para que eles fossem vistos.
E esse lugar, definitivamente, tem nome: Associação Brasileira de Advogados.
Por Dante Navarro