O erro que ninguém ensinou na faculdade: negociar com firmeza é parte da advocacia

Há algo que quase todo advogado descobre tarde demais.

A faculdade ensinou teoria.
Ensinou técnica.
Ensinou doutrina, jurisprudência, ritos e recursos.

Mas não ensinou a negociar com firmeza.

E essa ausência custa caro.

A formação incompleta

O curso de Direito prepara o profissional para defender teses, interpretar normas e sustentar argumentos. No entanto, raramente ensina como sustentar o próprio valor.

Poucos advogados saem da universidade sabendo:

  • precificar corretamente seus serviços;
  • conduzir uma conversa sobre honorários com segurança;
  • dizer “não” a propostas incompatíveis;
  • negociar contratos com postura estratégica.

O resultado é previsível: insegurança na hora decisiva.

E insegurança transmite fragilidade.

Negociar não é confrontar. É posicionar-se.

Existe um equívoco comum de que firmeza é agressividade. Não é.

Firmeza é clareza.
Firmeza é consciência de valor.
Firmeza é equilíbrio entre técnica e autoridade.

Quando o advogado negocia com insegurança, tende a ceder antes de sustentar seus fundamentos.
Quando negocia com estratégia, demonstra profissionalismo.

O cliente percebe.

E respeita.

O impacto silencioso da insegurança

Negociar mal não afeta apenas a receita. Afeta autoestima.

Advogados que não se sentem seguros para defender seus honorários:

  • trabalham mais do que deveriam;
  • aceitam condições desfavoráveis;
  • sentem-se desvalorizados;
  • passam a duvidar do próprio posicionamento.

E tudo isso porque ninguém explicou que negociar faz parte da profissão.

Advocacia não é apenas litígio.
É gestão de valor.

Aprender a negociar é aprender a liderar

O advogado que domina a negociação:

  • estabelece limites com elegância;
  • conduz reuniões com estratégia;
  • transforma conversas difíceis em acordos sustentáveis;
  • constrói reputação de segurança.

Negociar bem não é talento inato.
É competência desenvolvida.

E pode — e deve — ser aprendida.

O papel da Associação Brasileira de Advogados

É exatamente nesse ponto que a Associação Brasileira de Advogados cumpre sua missão institucional.

A ABA compreende que formar advogados completos vai além da técnica jurídica. Envolve posicionamento, estratégia e desenvolvimento profissional contínuo.

Por meio de:

  • encontros formativos;
  • palestras estratégicas;
  • comissões temáticas;
  • orientação sobre precificação e posicionamento;
  • estímulo à liderança e à visibilidade profissional,

a Associação contribui para que seus membros deixem de atuar apenas como operadores do Direito e passem a atuar como líderes da própria carreira.

A missão da ABA não é apenas reunir advogados.
É fortalecê-los.

Uma mensagem de propósito

O presidente da ABA, Esdras Dantas de Souza, tem reiterado essa visão:

“A advocacia exige conhecimento jurídico, mas também exige postura estratégica. O advogado precisa aprender a sustentar seu valor com dignidade. A ABA existe para orientar, fortalecer e preparar seus associados para uma atuação segura e próspera.”

Essa orientação não é teórica.
É prática.

Porque quando o advogado aprende a negociar com firmeza, ele deixa de atuar no improviso e passa a atuar com consciência.

Conclusão: firmeza é maturidade profissional

Negociar com segurança não diminui a ética.
Não compromete a vocação.
Não transforma a advocacia em comércio.

Pelo contrário.

Sustentar honorários justos, estabelecer limites e conduzir conversas estratégicas são sinais de maturidade profissional.

O erro não foi seu por não ter aprendido isso na faculdade.
Mas a decisão de aprender agora é sua.

E quando há orientação, pertencimento e apoio institucional, o advogado deixa de temer a negociação e passa a liderá-la.

A advocacia brasileira precisa de profissionais preparados tecnicamente —
e firmes estrategicamente.

E esse é um aprendizado que transforma carreiras.

Esta é uma orientação da ABA aos seus associados

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