Solenidade no Windsor Barra Hotel reuniu dirigentes da ABA de todo o Brasil e do exterior, representantes da advocacia, Magistratura, Ministério Público, Parlamento e entidades jurídicas, em uma noite marcada pelo diálogo institucional, reconhecimento e valorização da advocacia
A Associação Brasileira de Advogados (ABA) abriu oficialmente, na noite da última quarta-feira, 19 de agosto, sua 24ª Convenção Anual, reunindo no Rio de Janeiro lideranças da advocacia provenientes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.
A solenidade teve início às 19 horas, nos salões Alvorada I e II do Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, e marcou o começo de três dias dedicados à troca de conhecimentos e experiências, ao fortalecimento de relacionamentos, à formação de lideranças e à construção de parcerias e oportunidades profissionais.

Diretores nacionais e estaduais, presidentes e membros de comissões temáticas e outras lideranças da ABA deslocaram-se de diferentes localidades para participar do tradicional encontro da entidade.
Mais do que abrir uma programação acadêmica, a noite reafirmou o propósito que orienta a Associação: promover o crescimento e o reconhecimento profissional dos advogados e das advogadas.
UMA MESA REPRESENTATIVA DO DIÁLOGO INSTITUCIONAL
A solenidade foi presidida pelo presidente nacional da ABA, Esdras Dantas de Souza, ao lado da Diretora-Geral da ABA no Rio de Janeiro e anfitriã da Convenção, Elaine Molinaro, da Secretária-Geral da ABA Nacional, Fabiane Andrade, e da Diretora-Tesoureira, Paloma Alisan Araújo.
A Mesa de Honra contou ainda com a presença da deputada federal Benedita da Silva; da presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basilio; do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, desembargador Roque Lucarelli Dattoli; do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho da 1ª Região, Fábio Vilella; do juiz do Trabalho Ronaldo Callado, Diretor de Prerrogativas da AMATRA 1; da juíza do Trabalho Taciela Cylleno, presidente da AJUTRA; e da 1ª Vice-Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Adriana Brasil Guimarães.
Também participaram da solenidade o Diretor Executivo da ABA no Rio de Janeiro, Diogo Pereira; o Diretor-Tesoureiro e Coordenador-Geral das Comissões da OAB/RJ, Fábio Nogueira Fernandes; o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil no Estado do Rio de Janeiro, André Luis Rosa dos Santos; a juíza Eleticia Marinho Mendes; a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher do IAB Nacional, Claudia Coelho; o Diretor de Valorização da Advocacia da OAB/RJ, Paulo Grosse; e o presidente da Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário, Carlos Alberto Feijó, entre outras autoridades e lideranças.
Os integrantes da Mesa fizeram uso da palavra durante a solenidade, que contou também com a execução do Hino Nacional Brasileiro.
A presença de representantes de diferentes instituições conferiu especial significado à abertura, não pela solenidade dos cargos, mas pelo que simbolizou: instituições independentes reunidas em ambiente de respeito e diálogo em torno da Justiça, da cidadania e da valorização da advocacia.
“INSTITUIÇÕES FORTES SABEM CONSTRUIR PONTES”

Em seu pronunciamento, Esdras Dantas apresentou às autoridades e aos convencionais a história e o propósito da Associação, fundada há 24 anos a partir da iniciativa de 12 advogados que desejavam construir uma entidade independente, apartidária e voltada ao desenvolvimento profissional da classe.
O presidente destacou que a ABA nasceu para enfrentar dificuldades que continuam presentes na vida de muitos profissionais, como isolamento, invisibilidade, falta de relacionamentos profissionais e dificuldade de construção de autoridade em suas áreas de atuação.

Para a entidade, conhecimento, participação, relacionamento e cooperação podem ampliar as possibilidades de crescimento profissional.
A presença das instituições na solenidade também levou o presidente a defender o diálogo como elemento indispensável ao fortalecimento do sistema de Justiça.
“Instituições fortes não precisam disputar importância. Precisam cumprir bem suas missões, preservar sua independência, respeitar umas às outras e saber construir pontes. Podemos ter atribuições diferentes e podemos divergir. Isso faz parte da democracia. Mas há algo que deve nos aproximar: o compromisso com a Justiça, com a cidadania e com a dignificação da advocacia brasileira”, afirmou Esdras Dantas.
Segundo ele, a presença das autoridades foi recebida pela ABA não como demonstração de prestígio social, mas como manifestação de respeito institucional e disposição para o diálogo.
A VERDADEIRA RAZÃO DA CONVENÇÃO: AS PESSOAS
Embora a solenidade tenha reunido expressiva representação institucional, o presidente da ABA fez questão de dirigir parte central de sua mensagem aos dirigentes e associados que viajaram até o Rio de Janeiro para participar da Convenção.
São advogados e advogadas que exercem funções nas diretorias da entidade, presidem ou integram suas comissões temáticas e ajudam a desenvolver projetos em diferentes estados e também no exterior.
A eles foi dirigida uma mensagem de participação e corresponsabilidade.
“Vocês não vieram apenas participar de uma Convenção. Vieram ajudar a construir a ABA que queremos para o futuro. Participem, conversem, compartilhem conhecimento, conheçam quem está sentado ao seu lado, criem oportunidades, façam amizades e, se puderem, ajudem alguém a crescer durante estes dias”, afirmou o presidente.
A mensagem sintetiza uma das concepções que vêm sendo incorporadas à cultura institucional da entidade: a ABA não pretende crescer apenas em número de associados, mas na capacidade de produzir valor para aqueles que dela participam.
ELAINE MOLINARO RECEBE RECONHECIMENTO ESPECIAL
A solenidade reservou também espaço para reconhecer pessoas cuja atuação contribuiu para a realização do encontro e para a valorização da advocacia.
A primeira homenagem foi destinada à Diretora-Geral da ABA no Estado do Rio de Janeiro, Elaine Molinaro, anfitriã da Convenção.

A entidade registrou sua destacada liderança, compromisso institucional e contribuição para a preparação e realização da 24ª Convenção.
A homenagem destacou sua dedicação, competência e espírito de cooperação, especialmente no acolhimento aos dirigentes, associados e convidados que chegaram ao Rio de Janeiro.
Para a ABA, a atuação de Elaine sintetizou quatro atitudes fundamentais do verdadeiro espírito associativo:
acolher, servir, aproximar pessoas e construir juntos.
Por essa contribuição, recebeu Reconhecimento Especial da Associação Brasileira de Advogados.
BENEDITA DA SILVA: UMA TRAJETÓRIA DE PIONEIRISMO

A deputada federal Benedita da Silva também foi homenageada durante a abertura.
A ABA destacou sua trajetória pública marcada pela defesa da igualdade, da dignidade, da justiça social e pela ampliação dos espaços de participação das mulheres e da população negra na vida política brasileira.
Primeira mulher negra a governar o Estado do Rio de Janeiro, Benedita teve sua história apresentada como exemplo de pioneirismo, resistência e transformação social.
Na homenagem, a Associação estabeleceu uma ponte simbólica entre Esperança Garcia, reconhecida pelo Conselho Federal da OAB como primeira advogada brasileira, e a trajetória de uma das mais conhecidas lideranças femininas negras da política nacional.
O reconhecimento procurou, assim, ultrapassar diferenças partidárias — coerentemente com o caráter apartidário da ABA — para homenagear uma trajetória de participação na vida democrática brasileira.
ANA TEREZA BASILIO RECEBE PRÊMIO LIDERANÇA E SERVIÇO À ADVOCACIA

Um dos momentos de destaque da noite foi a entrega do Prêmio Liderança e Serviço à Advocacia à presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basilio.
A distinção reconheceu sua liderança, o compromisso com o fortalecimento da advocacia, a defesa das prerrogativas profissionais, a valorização da classe e a atuação em favor da Justiça, da cidadania e do Estado Democrático de Direito.
A ABA registrou ainda um motivo particularmente significativo para a homenagem: o diálogo, o respeito e o apoio institucional que Ana Tereza Basilio vem dispensando à Associação e aos seus projetos de valorização profissional da advocacia.
Para a entidade, esse relacionamento demonstra que organizações diferentes podem preservar plenamente suas identidades e independência e, ao mesmo tempo, cooperar naquilo que possuem em comum.
E o ponto de convergência é inequívoco:
a valorização e a dignificação da advocacia brasileira.
O prêmio procurou reconhecer, portanto, não apenas o exercício de um cargo, mas uma concepção de liderança baseada em proximidade, responsabilidade e serviço à classe.
UMA NOITE DE RECONHECIMENTO, NÃO DE REVERÊNCIA
As homenagens realizadas durante a solenidade traduziram também uma postura que a ABA procura preservar em sua atuação institucional.
Reconhecer não significa bajular. Dialogar não significa submeter-se. E respeitar autoridades não significa abrir mão da independência.
A Associação Brasileira de Advogados se define como entidade independente e apartidária e procura manter relacionamento institucional com diferentes segmentos do mundo jurídico e da sociedade sem vinculação político-partidária.
Nesse contexto, receber representantes da Magistratura, do Ministério Público, da OAB, do Parlamento, da advocacia pública e de entidades jurídicas foi motivo de honra para os dirigentes e associados presentes.
Não pelo poder representado pelos cargos.
Mas pelo respeito demonstrado à advocacia e à instituição que os recebia.
UMA ABA QUE QUER SER ÚTIL AOS ADVOGADOS
A abertura da 24ª Convenção também reafirmou uma reflexão que vem orientando os projetos da Associação.
A ABA quer crescer.
Quer ampliar sua presença.
Quer formar novas lideranças.
Mas entende que o tamanho de uma instituição não pode ser medido apenas por números.
Sua relevância precisa ser percebida na vida das pessoas que dela participam.
Por isso, a Convenção foi concebida como espaço para que associados compartilhassem conhecimento, mostrassem sua competência, construíssem autoridade profissional, conhecessem colegas, estabelecessem parcerias e ampliassem suas oportunidades.
Em uma das frases que sintetizaram a noite, Esdras Dantas afirmou:
“Não queremos apenas uma ABA grande. Queremos uma ABA que faça diferença na vida das pessoas.”
Essa talvez seja também a melhor síntese da abertura da 24ª Convenção.
As autoridades deram relevância institucional à solenidade.
As homenagens reconheceram trajetórias e serviços.
Mas foram os advogados e advogadas que viajaram de diferentes lugares do Brasil e do exterior que deram sentido ao encontro.
Porque são eles a razão de existir da instituição.
E é para eles que a ABA reafirmou, mais uma vez, seu compromisso:
promover crescimento, reconhecimento, relacionamentos e oportunidades — para que nenhum advogado precise construir sozinho a sua caminhada profissional.