O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Foi criado em 2003 como efeméride incluída no calendário escolar — até ser oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011, sendo feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro através de decretos estaduais. Em estados que não aderiram à lei a responsabilidade é de cada câmara de vereadores, que decide se haverá o feriado no município.
A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista. O Dia da Consciência Negra é considerado importante no reconhecimento dos descendentes africanos e da construção da sociedade brasileira. A data, dentre outras coisas, suscita questões sobre racismo, discriminação, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e a cultura afro-brasileira, assim como a promoção de fóruns, debates e outras atividades que valorizam a cultura africana.
O racismo não é um problema da população negra, uma vez que ele parte de pessoas brancas, que se beneficiam dele. O professor Silvio Almeida explica em seu livro que “O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida”.
Assim, o racismo é um problema que afeta o conjunto da sociedade, porque não é possível ter uma sociedade justa e igualitária, sem que se enfrente o racismo. Ou, utilizando o lema da campanha lançada pela Coalização Negra por Direitos, “Enquanto houver racismo, não haverá democracia”.
Por fim, o racismo acentua as desigualdades em nossa sociedade e gera consequências violentas que atingem sobretudo a juventude e as mulheres negras. Por isso a luta contra o racismo é tão importante para a democracia brasileira. Com as informações do site oxfam.org.br